Entender o significado de sell in e sell out em distribuidoras é essencial para o sucesso do negócio. Afinal, os conceitos são relevantes tanto para a gestão eficaz da cadeia de suprimentos quanto para o planejamento estratégico de vendas.

Principais aprendizados deste artigo:

  • Trade marketing é a área responsável por ações focadas no posicionamento estratégico de produtos nos canais de distribuição ou pontos de venda (PDV). O objetivo é aumentar sua visibilidade no mercado, ampliar as vendas e gerar mais lucro.
  • Sell in é a relação comercial entre o fabricante ou indústria e os PDVs ou canais de distribuição — portanto, uma negociação B2B. Já o sell out é a venda direta ao consumidor — uma transação no modelo B2C.
  • A efetividade da estratégia depende de uma abordagem holística e baseada em dados para otimizar tanto o sell in quanto o sell out, o que garante o crescimento sustentável e a competitividade no mercado.
  • Uma gestão comercial de sucesso requer estratégia. Para isso, você precisa dominar seus processos. Comece por aqui: O que é funil de vendas: entenda na prática com este eBook Gratuito.
  • Um sistema de CRM fornece insights valiosos sobre o desempenho das vendas, o comportamento do cliente e as tendências de mercado, o que permite otimizar as operações de sell in e sell out.

Assim, a compreensão do que é sell in e sell out e seu alinhamento às rotinas da distribuidora contribuem para otimizar resultados e aumentar os lucros.

Quer saber como todos esses conceitos se conectam ao desempenho da sua empresa? A gente conta!

O que é sell in e sell out?

Sell in e sell out são estratégias de trade marketing. A área se ocupa com ações para o posicionamento estratégico de produtos nos canais de distribuição ou pontos de venda (PDV), com o objetivo de aumentar as conversões e gerar mais lucro.

Para ficar mais claro, vamos entender como cada uma funciona.

O que é sell in?

Sell in é a relação comercial entre o fabricante e os PDVs ou canais de distribuição — ou seja, uma negociação B2B (business to business). Neste caso, a distribuidora repassa os produtos para seus parceiros comerciais, que podem ser lojas, mercados, bancas e revendedores.

O que é sell out?

No sell out, a venda é feita diretamente ao consumidor, portanto, uma negociação B2C (business to consumer). O exemplo mais comum é o que vemos no mercado varejista, mas que também ocorre com distribuidoras ao vender de forma indireta, quando elas usam os serviços de outras empresas para chegar ao cliente final.

sell in e sell out (distribuidoras)

Qual a diferença entre sell in e sell out?

A principal diferença entre as estratégias de sell in e sell out é a relação comercial. Enquanto no sell in a distribuidora vende para um intermediário (B2B), no sell out as vendas ocorrem diretamente para o cliente final (B2C), de forma direta ou indireta.

Sendo assim, o sell in para distribuidoras possui um ciclo de vendas mais complexo, considerando que a tomada de decisão no modelo B2B envolve mais pessoas, sendo, portanto, mais racional, tendo que atender a um maior número de exigências. 

Além disso, devido ao volume de compras ser maior, tem um ticket médio mais alto e uma frequência mais baixa.

Já no sell out, as vendas são mais simples e envolvem menos decisões, uma vez que atendem ao consumidor final. A frequência de compra tende a ser maior, considerando seu menor volume, o que resulta em um ticket médio mais baixo.

Um exemplo clássico de sell in e sell out em distribuidoras é a modalidade atacarejo, que conta com vendas no atacado (B2B) e no varejo (B2C).

Como mensurar o sucesso de uma estratégia de sell in sell out em distribuidoras?

O bom funcionamento da cadeia comercial depende dos resultados das estratégias de sell in e sell out. Diante disso, é importante monitorar as principais métricas de vendas na distribuidora, a fim de acompanhar a saúde do negócio e identificar pontos de melhoria que otimizem os resultados.

Uma boa gestão de KPIs (indicadores chave de desempenho), viabiliza o monitoramento e ajuda a embasar tomadas de decisões para direcionar planos de ação.

Os KPIs de sell in garantem a disponibilidade dos produtos nos pontos de venda. Alguns exemplos são:

  • volume de vendas para os PDVs, que se refere à quantidade de produtos comercializados com os pontos de venda em determinado período;
  • acuracidade de estoque, que mensura a precisão entre as informações presentes no sistema e a quantidade de produtos disponível no PDV;
  • taxa de rejeição dos produtos, que mede a receptividade dos itens e, em níveis altos, pode indicar problemas como defeitos ou baixa qualidade.

Já os KPIs de sell out ajudam a entender a dinâmica das vendas, por meio da análise da saída dos produtos. Entre os principais, temos:

  • volume de vendas no PDV, que indica a quantidade total de produtos vendidos no ponto de venda em determinado período;
  • taxa de giro do estoque, que se refere ao número de vezes que o estoque é renovado em um espaço de tempo;
  • índice de satisfação do cliente, responsável por avaliar o nível de contentamento do consumidor em relação ao produto adquirido.

Como otimizar as estratégias de sell in e sell out em distribuidoras?

Para obter resultados consistentes, é importante monitorar e aperfeiçoar suas estratégias constantemente. A seguir, listamos 10 ações para te ajudar a vender mais em ambos os mercados. 

Como otimizar o sell in?

No sell in, o objetivo é fazer com que os pedidos dos revendedores estejam alinhados à demanda do mercado. Para isso, a distribuidora precisa olhar para o histórico de compras e transformar esses dados em ações comerciais.

Veja como fazer isso na prática:

  1. Analise o histórico de compras de cada revendedor: identifique quais produtos têm maior saída, qual é o volume médio dos pedidos e em quais períodos as compras aumentam. Use essas informações para abordar o cliente com uma sugestão de compra mais adequada à sua realidade.
  2. Crie condições comerciais por volume: defina faixas de desconto ou prazos de pagamento que incentivem pedidos maiores, avaliando o impacto dessas condições na margem da operação.
  3. Antecipe períodos de maior demanda: use o histórico de vendas para identificar sazonalidades e entre em contato com os revendedores antes desses períodos. Assim, eles conseguem reforçar o estoque sem depender de pedidos de última hora.
  4. Acompanhe produtos com baixo giro: identifique quais itens estão parados no estoque e crie ações específicas para movimentá-los, como condições diferenciadas para determinados clientes ou combinações com produtos de maior saída.

Como otimizar o sell out?

No sell out, o desafio muda: a distribuidora precisa ajudar seus clientes a fazer o produto chegar ao consumidor final. Por isso, as ações devem partir do que acontece no ponto de venda.

Algumas práticas podem ser aplicadas diretamente na rotina comercial:

  1. Identifique quais produtos têm maior e menor saída: acompanhe o giro por cliente ou PDV para entender onde existe demanda e quais produtos precisam de estímulo.
  2. Crie campanhas para produtos específicos: em vez de oferecer descontos de forma generalizada, escolha produtos com potencial de venda e defina uma ação específica para cada público ou período.
  3. Aproveite datas sazonais: analise o histórico de vendas para identificar períodos de maior procura e antecipe a comunicação com os PDVs, garantindo estoque e materiais promocionais antes do aumento da demanda.
  4. Treine os vendedores sobre os produtos: equipe o time com informações sobre diferenciais, aplicações e argumentos de venda para que ele consiga orientar melhor os clientes durante as negociações.
  5. Compartilhe materiais de apoio com os PDVs: disponibilize conteúdos que ajudem o ponto de venda a apresentar os produtos, como catálogos, materiais promocionais ou informações de uso.
  6. Revise os resultados de cada ação: depois de uma campanha ou condição especial, compare o volume vendido antes e depois da iniciativa. Assim, você identifica o que funcionou e decide quais ações vale repetir.

Como a tecnologia contribui para a sua estratégia?

Para otimizar sell in e sell out, não basta coletar dados. É preciso organizar essas informações e transformá-las em ações comerciais.

É nesse ponto que sistemas como o CRM e o ERP ajudam a distribuidora. Enquanto o ERP concentra informações relacionadas à operação, o CRM permite acompanhar o relacionamento com os clientes e usar o histórico comercial para orientar as próximas ações.

Um CRM para Distribuidoras, por exemplo, pode centralizar informações como histórico de negociações, contatos realizados, oportunidades em andamento e etapas do funil de vendas. Com esses dados organizados, o gestor consegue identificar mudanças no comportamento dos clientes e o vendedor sabe quais contas precisam de atenção.

Isso também facilita o acompanhamento das estratégias de sell in e sell out.

Se determinado cliente reduziu o volume de compras, por exemplo, o time pode identificar essa mudança e planejar uma nova abordagem. Da mesma forma, o histórico de vendas pode ajudar a encontrar oportunidades para aumentar os pedidos ou antecipar períodos de maior demanda.

O Agendor oferece um CRM para Distribuidoras pensado para organizar a operação comercial e dar ao time uma visão mais completa de cada cliente e oportunidade.

Na plataforma, você pode visualizar o funil de vendas, acompanhar negociações e gerar relatórios para entender o desempenho da operação.

Confira, no vídeo abaixo, como é simples visualizar e trabalhar seu funil de vendas pela plataforma:

Em suma, o sucesso de uma estratégia de sell in e sell out para distribuidoras está no equilíbrio entre as duas modalidades. 

Por isso, é fundamental adotar uma abordagem holística e baseada em dados para otimizar tanto uma quanto a outra, garantindo, assim, o crescimento sustentável e a competitividade no setor.

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