O Marketing 4.0 é um reflexo da Transformação Digital na vida das pessoas e nas empresas. Nele, a tecnologia está mais presente no marketing e na jornada de compra do consumidor, sendo fator decisivo não só para a aquisição, mas também para a fidelização do público.

O Marketing 4.0 é uma nova modalidade do marketing, em que a tecnologia e a humanização das marcas está mais presente, de acordo com a evolução e conscientização dos próprios consumidores.

Mais do que simplesmente consumir, eles querem saber mais sobre as marcas que estão consumindo e qual o propósito da empresa.

Além do mais, existe ainda a influência do meio digital na vida das pessoas, interferindo também na escolha e na forma de comprar.

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O que é Marketing 4.0?

O Marketing 4.0 é uma definição do importante teórico de marketing Philip Kotler. O termo foi criado em 2016 para mostrar um marco no marketing, em que novos pontos deveriam ser levados em consideração na hora de criar um plano de marketing e direcionar a empresa como um todo.

Esses pontos são esclarecidos no livro “Marketing 4.0: do tradicional ao digital” e referem-se basicamente à influência que a tecnologia passaria a ter sobre essa área.

Isso é percebido por meio do surgimento de marcas totalmente digitais, que oferecem seus serviços pela internet, como Uber e Nubank; ou marcas que foram para o digital e tiveram um novo boom de crescimento, como o Magazine Luiza.

O Marketing 4.0 marca a era da Transformação Digital e também de uma maior aproximação das marcas com o seu público, em que eles se sentem parte da construção dos conceitos que permeiam a criação de produtos e serviços oferecidos pela empresa.

Com isso, surge também o conceito de defensores de marca, que são pessoas que acreditam nas mesmas ideias da empresa, divulgando-a e defendendo-a, além de consumirem seus produtos fielmente.

O foco passa a ser a criação e manutenção de um relacionamento com o cliente e não mais apenas a divulgação e venda de produtos. Por isso, é preciso estudar melhor o público e criar conexão por meio de personas, storytelling e branding.

O surgimento do Marketing 4.0 teve ação direta do Google e das redes sociais, que tornaram o público mais poderoso e agente de mudança nas relações.

Como ele impacta as empresas?

Hoje, empresas que continuam apostando somente no marketing tradicional, como anúncios em TV e jornais, estão perdendo espaço para as companhias que estão divulgando seus produtos pela internet.

Se aliadas à divulgação dos seus produtos, criam-se estratégias para gerar conexão com o público-alvo, seja por meio de valores compartilhados pela empresa, seja por meio de histórias.

Para isso, a empresa precisa conhecer profundamente seu público, incluindo pessoas que ainda não consomem a marca. Isso também está atrelado ao fato de que ainda existem determinados nichos de público não tão presentes ou acessíveis via internet.

Atualmente, a jornada de compra envolve em algum momento a tecnologia e a educação.

Quem utiliza táticas de Marketing Digital, incluindo Marketing de Conteúdo, consegue envolver melhor quem procura algum produto, ensinando o consumidor sobre o que ele deve procurar e invariavelmente, fechando vendas, que é o objetivo principal de qualquer empresa.

Assim, a relação entre empresa e consumidor está mudando e se tornando cada vez mais de confiança. O consumidor, agora, precisa acreditar na marca e nos produtos para consumi-los.

O que muda no Marketing 4.0?

O marketing costuma ser dividido em eras, para facilitar o entendimento sobre a sociedade e sua relação com o consumo.

No Marketing 1.0, no início da era industrial, o foco era totalmente no produto. Para muitos produtos, a concorrência era relativamente baixa e a procura, alta. Assim, não havia necessidade de buscar por formas de agradar o cliente e de procurar entendê-lo.

As empresas então, se interessavam apenas aumentar as suas vendas e a escalabilidade do mercado.

O Marketing 2.0 foi responsável por introduzir a informação ao marketing, já na Era da Informação. A concorrência aumentou, então era importante passar algumas informações para o consumidor e principalmente agradá-lo a qualquer custo.

Assim, o foco no Marketing 2.0 passou do produto para o consumidor e nas formas de satisfazê-lo.

Já o Marketing 3.0 evoluiu para a colaboração, em que os consumidores passaram a ser também replicadores de conteúdo. As empresas mudaram a sua imagem para se tornarem mais humanizadas e menos “perfeitas”, procurando gerar identificação com os clientes.

A diferença do Marketing 4.0 para o 3.0 está em introduzir a tecnologia como elemento fundamental.

Agora, a vida das pessoas está intrinsecamente atrelada à tecnologia, ou seja, ela passa não só a fazer parte do dia a dia, como também é responsável por moldar o comportamento e a rotina das pessoas.

O foco ainda é o ser humano, como no Marketing 3.0, mas também as transformações tecnológicas e como elas interferem no futuro da sociedade.

A Transformação Digital muda rapidamente as relações e o que poderia ser futuro passa a ser algo obsoleto muito velozmente. As empresas precisam então, estar atentas a esse processo, para acompanharem o mercado e o processo produtivo também.

Assim, a tecnologia não altera somente a forma com que os produtos são oferecidos, mas também como são produzidos e, mais profundamente, como são criados e como é feita a sua concepção.

Quais pontos são essenciais para adequação das empresas ao Marketing 4.0?

Para se adequar ao marketing 4.0, uma empresa precisa saber que a tecnologia pode alterar inclusive o seu core business e sua forma de se relacionar com o público.

Não basta apenas ter um endereço digital, como um site e email corporativo ou mesmo um blog. Eles são apenas ferramentas e as transformações no Marketing 4.0 são mais profundas do que isso.

Como o próprio nome do livro de Kotler menciona, é uma mudança do “tradicional para o digital”, ou seja, uma quebra de paradigma.

Para isso, é preciso conhecer profundamente o seu público, com a intenção de construir uma relação intensa com ele. Construir personas cada vez mais próximas do público é uma meta que deve ser sempre buscada.

O relacionamento deve ser baseado nos valores e no propósito da marca, que gera identificação com o público e pode, inclusive, gerar co-branding com outras companhias. Ou seja, a própria relação entre concorrentes passa a ser modificada.

É preciso procurar entender melhor o mundo digital, já que ele interfere diretamente no mundo “real” e já não há mais tanta distinção entre o que é real e o que é virtual. As barreiras estão caindo.

E isso afeta diretamente o comportamento do consumidor.

Basta perceber que hoje em dia as pessoas dificilmente apenas vão a um restaurante — elas também compartilham a sua experiência nas redes sociais. É como se a compra fosse algo social e não mais uma decisão individual.

Outro ponto interessante de notar é que, com a quantidade de volume de informações que são geradas na internet todos os dias, não existe mais hierarquia nas relações.

Assim, o consumidor não apenas espera passivamente informações de determinada marca, ele pesquisa e inclusive cria conteúdo sobre o mercado e os produtos.

A relação entre marcas e consumidores, passa de vertical (hierarquizado) para horizontal. E quem conseguir mudar sua forma de enxergar seus consumidores, sai na frente.

Para isso, como dissemos anteriormente, é preciso mudar a imagem da companhia, na intenção de humanizá-la e torná-la mais próxima a seus consumidores. É essencial passar emoção, criar relacionamento e conexão com a audiência.

Isso cria defensores de marca, que são as pessoas que acreditam fielmente no que a empresa também acredita e divulga, tornando-se não só consumidores fiéis, como também divulgadores.

Trabalhar com produção de conteúdo e permitir que seus clientes também sejam agentes construtores desses materiais também se tornará ainda mais importante para a valorização da marca, já que isso passa a ser fator determinante para atrair novos clientes.

Em resumo, é preciso perder o “controle” sobre o que falam da sua marca para cativar o público. Mas isso não representa o fim das estratégias de marketing, muito pelo contrário. 

Elas precisam ser mais complexas e fluidas, já que agora contam com a participação de influenciadores, defensores e “opinadores” da marca.

Investir na análise de dados, automação de processos e monitoramento de resultados são formas de garantir e avaliar se as estratégias de Marketing 4.0 da sua empresa está funcionando ou não.

O Marketing 4.0 é apenas um dos aspectos da Indústria 4.0 e do que a Transformação Digital está causando no mundo. Para explicar melhor como essas mudanças estão acontecendo nas indústrias, separamos um artigo especialmente para isso: entenda o que é a Indústria 4.0 e quais seus impactos.

 

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